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On-point Lessons for Portuguese Grammar and Pronunciation
Portuguese Prepositional Pronouns
Portuguese uses tonic object pronouns to add emphasis after prepositions—making your speech sound more natural and expressive.
Transcript
Olá. Hoje falamos sobre pronomes objeto preposicionais. Que coisa complicada, preposicionais. Estás a ver que
preposicional vem da palavra preposição. Está relacionado com isso. Pronomes objeto,
tu já estás
familiarizado. São aqueles pronomes que vêm depois do verbo. Os pronomes objeto preposicionais, eu até me atrapalho a falar, são estes: mim, ti, si. Portanto, primeira pessoa, segunda pessoa, terceira pessoa ou formal, você, si, depois ele, ela, é a mesma coisa, ele, ela, aqui são os pronomes sujeito, aqui estamos a falar pronomes objeto, nós é nós, vocês é vocês, e aqui também é a mesma coisa. Os pronomes objeto preposicionais são iguais aos pronomes sujeito, menos
a primeira pessoa, a segunda pessoa e a forma formal, quando tratamos alguém de uma forma formal, num contexto mais formal. Mim, ti, si. De resto, como estás a ver, é igual. Agora, novamente, isto são pronomes objeto preposicionais, porque estes pronomes seguem preposições. Temos aqui vários exemplos: em, de, a, sem, até, por,
para.
Normalmente, a estrutura da frase vai ser o pronome
sujeito, pronome pessoal, depois, normalmente um verbo, depois uma preposição e depois o pronome objeto preposicional. Agora só para contrastar com os outros pronomes objeto que nós já tivemos lições, tu facilmente encontras lições sobre
pronomes objeto,
complemento direto, complemento indireto. Esses são aqueles em que temos o me, te, depois a terceira pessoa é diferente, dependendo se é complemento direto ou indireto, o a, lhe. Se precisares de rever estes pronomes objeto,
vai procurar as aulas, as lições.
A grande diferença é que estes pronomes vêm junto ao verbo. Por exemplo, o Gustavo enviou uma carta ao Felipe. Uma carta é o complemento direto, ao Felipe é o complemento indireto, e estás a ver, por exemplo, se eu substituir uma carta pelo pronome, complemento direto vai ser “a”, o Gustavo enviou-a ao Felipe, enviou a carta. E este pronome está junto ao verbo, ou neste caso, vem depois do verbo, com o hífen, também pode vir antes do verbo. Também existe uma aula sobre quando é que nós trocamos a ordem entre o pronome e a forma verbal.
Mas essa é a grande diferença. Portanto, estes pronomes objeto,
complemento direto, indireto, estão sempre juntos ao verbo, enquanto que estes aqui não vêm junto ao verbo. Cá está, temos a preposição e depois sim,
temos o pronome objeto.
Algumas exceções, o “em” e o “de”, a terceira pessoa vai haver contração, no caso do “em”, vai ser nele, nela, no caso do “de”, vai ser dele, dela, e a mesma coisa no plural, neles, nelas, deles, nelas. E depois o “com”, esta preposição é um bocadinho especial porque vai se contrair com quase todas as formas do pronome objeto. Só as terceiras pessoas é que não contraem com o “com”.
De resto, vamos ter comigo, contigo, consigo, conosco, convosco. E depois com ele, com ela, não há contração. Com eles, com elas, não há contração. Vamos ver alguns exemplos.
Começando então com “em”.
Raramente penso nele.
Raramente, portanto, não é frequente, é raro, raramente penso nele. Repara que aqui,
isto tem a ver também com, neste caso, o verbo pensar, normalmente nós pensamos em. A preposição “em” está muito associada ao verbo pensar. Então quando eu penso em alguém, neste caso uma terceira pessoa, ele ou ela, vai haver esta contração entre a preposição e o pronome objeto. Eu penso nele.
Tu pensas em
mim. Eu penso em
ti.
Se eu te estiver a tratar de uma forma formal, eu penso em si. Vamos agora ver com o “de”, é a mesma coisa. Aqui temos a contração dele, dela. No nosso exemplo, eu lembro-me de ti todos os dias. É a mesma coisa, normalmente o verbo lembrar-se é um verbo que é seguido da preposição “de”. Então eu lembro-me de ti, tu lembras-te de mim. Se falarmos de uma terceira pessoa, eu lembro-meDele, dela plural, eu lembro-me deles, eu lembro-me de vocês, vocês lembram-se de nós? Depois temos a preposição “a”, eles deram-nos o prémio a nós. Portanto, eles entregaram o prémio a nós. Há aqui uma ligeira noção de movimento, alguém entrega o prémio a mim, daí a preposição “a”, eu entrego o prémio a ti. E repara aqui que às vezes nós temos aqui uma redundância, porque temos aquele pronome objeto,
neste caso aqui é o complemento
indireto, eles deram-nos o prémio. E repara que esta frase é suficiente assim, eles deram-nos o prémio. Okay? They gave us the prize.
Está gramaticamente correta. A questão aqui é um pouco um reforço, eles deram-nos o prémio a nós, não aos outros, a nós. Está só a reforçar a ideia que o prémio foi atribuído a nós. Eles deram-nos o prémio a nós. Portanto, às vezes também usamos estes pronomes objeto preposicionais para reforçar uma ideia. Depende da situação. Neste caso é muito esse o reforço que está aqui.
Com a preposição “sem”,
vocês não conseguiam isto sem mim. Eu sou muito importante, vocês não conseguiam aprender português sem mim. Claro que conseguiam. Mas estás a ver, portanto, eu não conseguia ter a motivação para ensinar português sem ti, sem vocês, no plural. “Com”, aqui está ele, neste caso eu pus a seguir ao sem, porque sem/com, without/with, faz sentido nessa parte semântica. Então “com”, o nosso exemplo, vocês podem sempre contar connosco. You can always count on us. Portanto, estou a usar esta forma primeira pessoa plural,
pronome objeto. Vocês podem contar connosco. Mais uma vez, este “com” tem a ver que normalmente o verbo contar é seguido pela preposição “com”, neste contexto, contar com alguém.
Então tu podes contar comigo, eu posso contar contigo, se eu te estiver a tratar de uma forma formal, eu posso contar consigo, não posso? Eu posso contar convosco, estou a falar para um grupo de pessoas, e vocês podem contar connosco, eu e mais os outros estamos aqui para te ajudar. “Até”,
este até é como o “a”, aliás, está aqui o “a”. Está implícito uma noção de movimento. Ela veio até mim. She came up to me. Ela veio até mim para me dar os parabéns. Estás a ver? Eu vou até ti para te dar um aperto de mão. Portanto, “até” é outra preposição que muitas vezes vai ser seguida por pronomes objeto preposicionais. E penso que este é o penúltimo, “por”. Por mim está tudo bem. E por ti?
Isto equivale ao inglês by me,
as far as I’m concerned, all fine, está tudo bem, what about you? Por mim está tudo bem. E por ti? Por nós está tudo bem. E por vocês? Por si está tudo bem? Agora estou te a tratar de uma forma formal. Por si está tudo bem?
E finalmente, este é o último, “para”.
Também pode ser seguido por um pronome objeto.
Neste caso, para mim estás a mentir, estás a mentir para mim. Estás a ver? Na maior parte das vezes é esta a estrutura, portanto, sujeito, pronome pessoal, verbo, preposição e pronome objeto. Mas às vezes há construções idiomáticas que fogem a esta regra, a esta estrutura. Isto é um exemplo, para mim estás a mentir. I reckon that you are lying. É isto. Portanto, estes pronomes objeto preposicionais estão em todo lado.
E a lógica é essa, são preposicionais porque seguem uma preposição, enquanto os outros pronomes objeto estão sempre juntos ao verbo.