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On-point Lessons for Portuguese Grammar and Pronunciation
Irregular Verbs in the Portuguese Pretérito Perfeito
This lesson focuses on the most frequent Portuguese irregular verbs in the pretérito perfeito, helping you recognise their forms and use them naturally in everyday past-tense communication.
Transcript
Hoje falamos sobre verbos irregulares no pretérito perfeito.
É muito importante vocês tomarem atenção a estes verbos irregulares, porque são estes verbos aqueles que aparecem com mais frequência quando falamos no dia a dia.
Se tu realmente queres melhorar a tua capacidade de expressão no passado, para dizeres o que fizeste ontem, o que fizeste no fim de semana passado, vais então precisar destes verbos que são irregulares.
Começamos com “ser”. (ser: fui, foste, foi, fomos, foram)
Repara que, tu provavelmente sabes disto, a segunda e terceira pessoa do plural, “vocês” e “eles/elas”, partilham a mesma forma verbal. Neste caso, “foram”.
Depois temos o verbo “ir” (ir: fui, foste, foi, fomos, foram). São exatamente as mesmas formas verbais do verbo “ser”. Então, é o contexto que nos vai dizer se estamos a usar o verbo “ser” ou “ir”.
Neste exemplo aqui, “O jantar foi um sucesso”, é óbvio que é o verbo “ser”. Mas neste exemplo, “Fomos ao Porto no fim de semana”, é óbvio que é o verbo “ir”. “Fomos ao Porto” implica movimento. Verbo “ir”.
Depois temos “estar”. (estar: estive, estiveste, esteve, estivemos, estiveram)
E aqui pode também haver alguma confusão entre “estar” e “ter”, porque as formas verbais são muito parecidas. (ter: tive, tiveste, teve, tivemos, tiveram)
A diferença é que o verbo “estar” tem este “es” no início que produz este som “shh”. Mas na prática, nós, quando falamos no dia a dia um pouco mais rápido, não dizemos aquele som. Então nós dizemos “Eu tive”, tal e qual como no verbo “ter”.
Este exemplo aqui do verbo “estar”: “O museu esteve fechado todo o dia”. Eu posso dizer “O museu teve fechado todo o dia”, e o contexto clarifica. É óbvio que estou a usar o verbo “estar”.
Portanto, é importante estar consciente deste facto que, na prática, no dia a dia, muitas vezes as pessoas não vão pronunciar o “shh” no verbo “estar” e, nesse caso, não precisas de ficar confuso ou confusa. Sabes pelo contexto que é o verbo “estar”.
Depois temos o verbo “fazer”. (fazer: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizeram)
O verbo “dizer”. (dizer: disse, disseste, disse, dissemos, disseram) Repara aqui no som “z” na forma infinitiva “dizer” e no som “s” nas formas verbais do pretérito perfeito, o duplo s.
Depois o verbo “poder”. (poder: pude, pudeste, pôde, pudemos, puderam)
Verbo “querer”. (querer: quis, quiseste, quis, quisemos, quiseram)
O verbo “vir”. (vir: vim, vieste, veio, viemos, vieram)
O verbo “ver”. (ver: vi, viste, viu, vimos, viram)
O verbo “dar”. (dar: dei, deste, deu, demos, deram)
“Saber”. (saber: soube, soubeste, soube, soubemos, souberam)
O verbo “trazer”. (trazer: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxeram) Aqui, novamente, há uma alteração do som “z” para o som “s”. Este x aqui produz “s”.
E finalmente, o verbo “pôr”. (pôr: pus, puseste, pôs, pusemos, puseram)
Toma então atenção a estes verbos irregulares no pretérito perfeito, porque se tu realmente te habituares a dizer estas formas verbais com mais naturalidade, vais notar uma grande diferença na tua capacidade de falares sobre o que fizeste hoje de manhã, por exemplo.