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Real spoken European Portuguese, organized by level and topic.
Nós e os nossos filhos
Pais devem ajustar expectativas e respeitar a verdadeira personalidade dos filhos.

Texto
E como pai, acho que é uma coisa que também posso partilhar com os outros pais que também nos estarão a ouvir; é que recorrentemente, ao longo do crescimento dos filhos, nós vamo-nos readaptando em relação às expectativas, às imagens que criámos a propósito de cada um deles.
E eu acho que o mais importante nesse processo crescente e de adaptação mútua é nós também respeitarmos aquilo que cada criança ou adolescente de verdade é, independentemente daquilo que nós achávamos que ele poderia ser, ou vir a ser.
Às vezes há coisas que coincidem com a leitura que vamos fazendo, quanto mais não seja indireta, ou se quisermos até inconsciente, daquilo que são características dos nossos filhos, das suas personalidades, etc.
Vamo-nos com certeza revendo nalguns traços que eles também podem ter ou sugerir; e por vezes isso é até um aspeto muito importante, sobretudo no que diz respeito a áreas de intervenção terapêutica.
Por exemplo, pergunto muito a pais e mães: Por acaso como é que era quando tinha a idade dele ou dela? E como é que foi consigo quando estava no secundário ou quando estava na escola primária, etc.
No fundo, ajudando as pessoas através da revisão da sua própria infância e adolescência, a entenderem melhor algumas questões do desenvolvimento dos próprios filhos.
* Pequenas alterações foram feitas ao original para melhorar legibilidade e coerência.
Translation
As a father, I think it’s something I can also share with the other parents who are also listening; it’s that, as our children grow up, we are constantly readjusting our expectations and the images we’ve created of them.
And I think the most important thing in this evolving process of mutual adaptation is that we also respect what each child or adolescent really is, independently of what we thought they could be or become.
Sometimes some things coincide with our reading that we do indirectly or even unconsciously of what our children’s characteristics are, their personalities, etc.
We certainly see ourselves reflected in some of the traits they may have; sometimes this is an important aspect, especially when it comes to areas of therapeutic intervention.
For example, I ask fathers and mothers a lot: What was it like when you were his
or her age? And what was it like with you when you were in high school or when you were in primary school, etc.
Bbasically helping people, by reviewing their own childhood and adolescence, to better understand some developmental issues of their children.
* Observador Podcasts, “Convidado Extra” ep. “Permitir a desilusão da criança com os pais” Apr 22, 2024





